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quinta-feira, 29 de julho de 2010

[ARTIGO] O Mapa da Mina - Captação de Recursos

27/07/2010 - "O Mapa da Mina - Captação de Recursos", por Fernanda Dearo

Nas últimas reuniões com possíveis clientes da DEARO e nos últimos 5 cursos que ministrei sobre captação de recursos, me perguntaram: “Onde está o mapa da mina?”. E eu respondi: “A mina já está ao alcance de todos, cabe a você desenhar o mapa”.O que seria o Mapa da Mina em Captação de Recursos? Uma listagem de fontes de financiamento? Um modelo de projeto que já foi aprovado e patrocinado? Uma lista de contatos dos diretores de marketing das maiores empresas investidoras do país? Se você optou por alguma dessas três alternativas, lamento lhe informar, está errado.

De que adianta ter uma listagem gigante de diretores de marketing na sua mão se você não sabe o que eles estão procurando? De que adianta um modelo de projeto pronto na sua mão, se o seu projeto vai atender um público diferente num mercado diferente, com necessidades diferentes?Todas as 3 alternativas estão ao alcance de todos no mundo da internet. Basta entrar no site do Google e procurar. O grande problema é: o que fazer com tudo isso que eu capturei na internet? Sem conhecimento, não é possível traçar uma estratégia, e sem estratégia, um objetivo dificilmente é alcançado, ou seja, não são captados recursos. Hoje, qualquer tipo de informação está na internet. O que falta é o conhecimento de como usar tudo isso a seu favor, no caso, para captar recursos.

Captar recursos é ainda, infelizmente, um processo feito superficialmente pela maioria. Alguém acha que o seu projeto tem a cara da “Vale do Rio Doce” e em seguida o envia para um executivo da empresa, sem ao menos saber se a empresa tem interesse naquele mercado naquele momento. Por outro lado, vejo consultorias se propondo a fazer milagres, apresentando em seus Power-Points, cronogramas de trabalho fantásticos e arrecadações estupendas em pouco tempo, e pior, com baixo investimento.

Se isso fosse realmente possível, 90% das ONGs do país não estariam na situação deplorável de mendigar recursos para não fechar as portas. Artistas estariam com seus grupos levando cultura e informação a cidades que não sabem o que significa internet. Esportistas não estariam dando entrevistas nos telejornais suplicando que um patrocinador aparecesse. É possível obter retorno em captação de recursos para uma ONG? Para um projeto? SIM! Desde que:

 - Seja viável;
- Comprove idoneidade;
- Esteja disposto a investir para ter retorno;
- Remunere justamente seus colaboradores;
- Seja transparente em relação a sua situação financeira;
- Tenha em seu quadro de colaboradores, especialistas;
- Possua indicadores de resultados reais.

Não seja levado por um Power-Point. Aprofunde mais o assunto. Qual a metodologia de trabalho a ser empregada? Quantas pessoas irão captar esse recurso? Qual o perfil profissional dessas pessoas? Qual a experiência prática delas? Qual o prazo necessário para conhecer o cliente profundamente? Quais fontes de recursos são mais ideais ao seu projeto? Com base em quais informações se chegou a essa conclusão?

O Mapa da Mina nada mais é do que o planejamento de ação de captação de recursos para seu projeto ou para uma ONG, desenvolvido por especialistas que entendem do assunto. Não existe segredo, nem milagre, a não ser trabalho duro, investimento e tempo de dedicação.Certamente uma consultoria que comprove no mínimo 10 anos de experiência prática pode ajudar a desviar de diversos obstáculos para se chegar mais rápido aos recursos. Mas o Mapa da Mina está nele mesmo. Cada recurso exige o desenho de um mapa diferente. Não existe um Mapa pronto em captação de recursos.

O Mapa dos Recursos para um projeto ou uma ONG deve ser desenhado levando em consideração:

- O mercado em que se pretende atuar. Recursos são diferentes regionalmente. O Banco do Nordeste dá prioridade a projetos na região norte e nordeste. O Fundo de Apoio a Pequenos Projetos dá preferência a projetos na região sul do país. Empresas privadas traçam suas estratégias de ação com definição de tipos de mercado e isso pode influenciar na decisão de patrocinar ou não o seu projeto.
- A especialidade e perfil de quem propõe o projeto. Ninguém consegue ser bom em tudo. Especializar-se em uma área é certamente uma estratégia interessante para ganhar mercado.

Dessa forma, evitamos perda de tempo, comprometimento da imagem do proponente e do captador de recursos, e ainda, aumentamos as chances da captação de recursos dar certo.Desconfie dos milagreiros. Valorize os velhos ditados: “o barato sai caro”, “tudo que é estranho, geralmente é estranho!”. E ainda, confie na sua intuição profissional.Não há tempo a perder. O mercado não espera. Quando você erra, outro acerta.

Boa sorte!

Fernanda Dearo é captadora de recursos há 16 anos no Brasil para projetos sociais, esportivos, de meio ambiente, culturais e de entretenimento, palestrante, criadora do primeiro curso de formação de captadores de recursos no Brasil, sócia-fundadora da DEARO Marketing Social e Patrocínios.

Fonte: Fernanda Dearo. O Mapa da Mina - Captação de Recursos (artigo). Dearo Alianças Estratégicas. Acesso em: 29 de Julho de 2010.
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[geosaude] 1º Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental

Divulgando...
SVS promove 1º Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental

A Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), em parceria com o Instituto Evandro Chagas (IEC) e a Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (ABRASCO), promove este ano o 1º Simpósio Brasileiro de Saúde Ambiental, a ser realizado em Belém-PA, no período de 6 a 10 de dezembro de 2010.

O Simpósio tem como tema central Ciência e Saúde Ambiental – Teorias, Metodologias e Práxis. De acordo com o tema central, acontecerão três importantes mesas-redondas no encontro, sendo uma por dia: Práxis, conhecimentos e ação no âmbito das relações saúde e ambiente; Teorias e modelos de compreensão sobre a relação saúde e ambiente; Ciência e método em Saúde Ambiental.

Pesquisadores nacionais e internacionais e líderes em suas áreas de atuação participarão de debates sobre questões emergentes da relação do ambiente com a saúde. Acontecerão três conferências que abordarão os seguintes tópicos: A ciência, a produção de conhecimentos e os processos emancipatórios; Saúde e ambiente na Amazônia: considerações sobre a produção de conhecimentos; Mudanças climáticas: concordâncias e controvérsias.

Informações sobre inscrição e envio de trabalhos para serem avaliados podem ser obtidas na página eletrônica do evento, no endereço www.iec.pa.gov.br/dusky/html/index.html
Fonte: hcgurgel (via email) p/ Lista de Discussão "Geosaude"
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Aquecimento Global – uma tendência inequívoca…!?

Relatório anual do U.S. National Atmospheric and Oceanic Administration's, mostra que a última década foi a mais quente já registrada — indicando que o aquecimento global é uma “tendência inequívoca para cima”. O estudo, chamado “Estado do Clima”, é apresentado anualmente desde 1880, quando os primeiros registros foram feitos. O relatório atual se refere as alterações climáticas medidas para o ano de 2009, levantados junto a mais de 7.000 estações ao redor do Mundo, e referentes à temperatura da superfície da Terra.

Derretimento do gelo. Maria Stenzel (NGS)

Este relatório, apresentado pela NOAA, e publicado no Boletim da Sociedade Norte-americana de Meteorologia, diferencia-se de outros estudos climáticos, pois baseia-se em dados de observações, e não em modelos matemáticos. Foram considerados outros indicadores, como a temperatura do oceano e a cobertura de gelo no mar, tomadas juntas num mesmo lugar, segundo informações do NOAA's National Climatic Data Center.

Cerca de trezentos cientistas analisaram dados de 37 indicadores de clima, mas apenas 10 reforçaram a tese apresentada acima. São eles: umidade, temperatura da superfície do mar, a cobertura de gelo do mar, a cobertura de neve, o calor conteúdo do oceano, cobertura de gelo, a temperatura do ar na baixa atmosfera, o nível do mar, da temperatura sobre a terra, e da temperatura nos oceanos. Estes indicadores mostraram que a temperatura do mar e da superfície continental estão aumentando. Já a cobertura de gelo no mar e a neve diminuem.

Ainda segundo o relatório da NOAA, mais de 90 por cento do que o calor aprisionado pelo efeito-estufa nos últimos 50 anos tem sido absorvido pelos oceanos. Como a água se expande quando se aquece, o calor acrescentado ao oceano contribui para o aumento do nível do mar, bem como para o rápido derretimento do gelo marinho no Pólo Ártico durante o verão. Essa fusão, em 2010, está em vias de ser pior do que 2007, quando a cobertura de gelo do Ártico atingiu seu ponto mais baixo já registrado.

Seus autores concluem informando que o presente relatório não substitui os relatórios apresentados pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change – IPCC). Isto se deve ao fato de que os relatórios do IPCC, são produzidos em escalas de tempo mais longo, com mais tempo para revisão.

Fonte: Global Warming "Undeniable," U.S. Government Report Says
Christine Dell'Amore. National Geographic News. July 28, 2010

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